• Ana Pinto

Meditação - O Trabalho Diário da Consciência


A meditação e o trabalho da consciência do momento presente são temas atuais e regulares no dia-a-dia. A evolução permite-nos hoje olhar um pouco mais para nós próprios e rapidamente entendermos que precisamos cuidar bem de nós em primeiro lugar, para assim amarmos de uma forma saudável o que nos rodeia. Vivermos de forma plena no único momento que existe é uma abertura para a transformação da mente. Antigas ou modernas, existem inúmeras técnicas meditativas que nos permitem observar os pensamentos e criarmos disciplina mental. No entanto, e apesar de ser uma prática simples, é também das mais desafiantes. Basta que paremos por breves momentos para a mente começar a divagar. Desta forma, partilho alguns ensinamentos de uma prática regular de meditação:

Postura confortável.

Este é o primeiro passo para uma boa prática de meditação. Mais do que procurarmos uma postura perfeita, o importante aqui é sentirmo-nos confortáveis, sem nunca esquecer a verticalidade das costas. Uma boa opção é imaginar um fio invisível que puxa o topo da cabeça ao tecto.

Intenção na prática.

Após escolher uma postura confortável é importante refletir na motivação e o propósito da prática. Desta forma ajudamos a mente a funcionar com os motivos corretos. Este treino é igualmente importante para qualquer atividade presente na nossa vida.

Foco na respiração.

Uma das formas de manter a concentração é focarmo-nos num movimento que não possamos controlar. A respiração é um movimento constante e natural no nosso corpo. Para além desta, podemos focar a atenção num ponto específico do corpo, seja este na zona das narinas ou no peito, de forma a sentir as flutuações da respiração. Assim, quando temos consciência que nos estamos a perder em pensamentos, temos sempre um lugar onde regressar.

“Quem sou eu?”.

Vivemos a vida rodeados de diversas realidades, personagens, expetativas e crenças disfuncionais criadas grande parte das vezes por nós próprios. Torna-se necessário “rebentar certas bolhas” para o reencontro com o Eu Interior. Podemos imaginar-nos como um lago sempre em movimento. Com a água cheia de turbulência e ondas, não conseguimos ver o que está para além disso. É preciso parar e pensar na pergunta “Quem sou eu?”. É através deste ponto de partida que podemos encontrar a tranquilidade e naturalmente as crenças dissipam-se e surge a realização.

Com o tempo torna-se claro que os pensamentos são de facto como ondas, que vão e vêm por si próprios e que estes não nos definem enquanto seres humanos. Dediquemos por isso alguns minutos do nosso dia em meditação, pois estes serão os mais importantes para uma mente saudável.

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